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Em Florianópolis o RH como arquiteto da execução estratégica, unindo IA, cultura e liderança nos negócios. Crédito: Divulgação.

Silvana Pampu

HRBP General Manager Renault Latam, fundadora do Instituto Connect, conselheira, investidora anjo, coaching e coautora dos Livros "Meu Legado" e "Employee Experiencie". Entusiasta do desenvolvimento humano e temas ligados à inovação.

Connect Executive Hub

Muito além da gestão de pessoas:o RH como arquiteto da execução estratégica

11/08/2026 09:32
Por Silvana Pampu e convidados do Connect Executive Hub
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, CULTURA, LIDERANÇA E EXECUÇÃO
Florianópolis, um dos principais polos de inovação e tecnologia do Brasil, foi o palco escolhido pelo Connect Executive Hub para promover mais uma edição do Connect Talk. O encontro reuniu executivos e lideranças para discutir como Inteligência Artificial, cultura e liderança estão redefinindo o papel do RH e ampliando sua responsabilidade na construção da estratégia e da execução dos negócios.
Existe uma mudança silenciosa acontecendo dentro das organizações.
Durante décadas, o RH foi reconhecido por desenvolver pessoas, fortalecer a cultura e apoiar líderes. Essas responsabilidades continuam essenciais, mas já não são suficientes para responder ao ritmo das transformações que impactam empresas em todos os setores.
A Inteligência Artificial acelera decisões, automatiza processos e redefine competências em uma velocidade inédita. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de integrar estratégia, liderança, tecnologia e execução.
A pergunta deixa de ser como desenvolver pessoas.
Passa a ser como criar organizações capazes de aprender, adaptar-se e transformar estratégia em resultado.
Essa foi a principal reflexão do Connect Talk, mediado por Silvana Pampu, Founder do Connect Executive Hub e HR General Manager LATAM na Renault, reunindo Alejandra Nadruz, Diretora de RH da Starian, Daniele Kern, Head de Total Rewards & People Analytics da Pipefy, e Silene Rodrigues, HR Senior Director da adidas.
Ao longo da conversa, tornou-se evidente que o RH vive uma das maiores mudanças da sua história. Deixa de ser uma área que acompanha a estratégia para tornar-se uma das responsáveis por acelerar sua execução.
Essa transformação apareceu de forma bastante concreta na contribuição de Silene Rodrigues, ao compartilhar como a área de Pessoas participa diretamente das decisões estratégicas da adidas.
O exemplo mostra que a agenda de Recursos Humanos já não se limita ao desenvolvimento de competências ou à gestão da cultura. Ela passa a conectar negócio, tecnologia e liderança, criando as condições para que a transformação aconteça de forma consistente.
Outro tema que atravessou toda a conversa foi a necessidade de resgatar aquilo que continua sendo exclusivamente humano.
Enquanto a Inteligência Artificial amplia produtividade e automatiza atividades, cresce o valor das competências que nenhuma tecnologia consegue substituir.
Para Alejandra Nadruz, Diretora de RH da Starian, esse movimento começa pelo autoconhecimento.
A provocação desloca o debate sobre competências para um nível mais profundo.
Em um mercado onde conhecimento técnico se torna rapidamente acessível, diferencia-se quem consegue combinar repertório, criatividade, julgamento e capacidade de construir soluções únicas.
A Inteligência Artificial amplia possibilidades, mas também exige profissionais mais conscientes do próprio valor.
Essa velocidade de transformação também impacta diretamente a gestão de pessoas.
Ao compartilhar sua experiência na Pipefy, Daniele Kern, Head de Total Rewards & People Analytics, destacou que a evolução da IA vem modificando continuamente a agenda da área.
A fala traduz uma mudança importante.
Durante muito tempo, inovação foi tratada como responsabilidade de algumas áreas específicas.
Hoje, aprender continuamente passa a ser uma competência organizacional.
Experimentar deixa de representar risco. Passa a representar capacidade de adaptação.
Essa visão dialoga diretamente com o propósito da Caju, patrocinadora desta edição do Connect Talk. Ao apoiar encontros como esse, a empresa reforça a importância de criar espaços onde executivos possam trocar experiências, ampliar repertório e construir relações de confiança.
Como destacou Zachary Fox, CMO da Caju:
Muito além do palco
A passagem do Connect Executive Hub por Florianópolis também deu origem a dois novos episódios do Connect Executive Cast, aprofundando discussões que permaneceram no centro do encontro.
No primeiro episódio, Alejandra Nadruz, Diretora de RH da Starian, amplia a reflexão sobre o novo papel estratégico do RH e mostra como a área passa a coconstruir decisões de negócio, liderando, ao lado das demais áreas executivas, a agenda de Inteligência Artificial, cultura e transformação organizacional.
O segundo episódio reúne Daniel Rampazzo, CIO do Grupo Portobello, e Cristiane Cardoso, Risk Officer da ENGIE Brasil, em uma conversa sobre ambidestria organizacional. O debate explora como acelerar a adoção da Inteligência Artificial sem abrir mão da governança, da gestão de riscos e da responsabilidade nas decisões, mostrando que inovação e prudência deixam de ser forças opostas para se tornarem competências complementares.
Os episódios estarão disponíveis em breve no Connect Executive Cast.
Próximos encontros
O Connect Executive Hub segue promovendo experiências que fortalecem conexões estratégicas e ampliam o repertório das lideranças.
Sobre o Connect Executive Hub
O Connect Executive Hub é um ecossistema seletivo de conexões estratégicas para executivos, conselheiros, empreendedores e líderes que desejam ampliar repertório, capital relacional e impacto. Por meio de encontros presenciais e online, fóruns, experiências, produção de conteúdo e conversas de alta confiança, o Connect aproxima os ConnectEXs de novas perspectivas, decisões mais qualificadas e oportunidades de colaboração.
Ao final da noite, uma mensagem ficou evidente.
A Inteligência Artificial continuará transformando processos e as tecnologias continuarão evoluindo. Mas o verdadeiro diferencial competitivo estará nas organizações capazes de conectar estratégia, pessoas, cultura e execução.
Nesse novo cenário, o RH deixa de ser apenas uma área de pessoas e consolida-se como uma das arquiteturas centrais para construir o futuro dos negócios.

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